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A VELOCIDADE DE TRÂNSITO GASTRO-INTESTINAL EM CERVÍDEO SUL AMERICANOS E SUAS IMPLICAÇÕES ECOLÓGICAS E EVOLUTIVAS.
Autores
Oliveira, L. D.1 e-mail: furinho98@yahoo.com
Duarte, J. M. B.2 e-mail: barbanti@fcav.unesp.br
Instituição
1. Aluna de Medicina Veterinária da Faculdade de Ciências Agrárias
e Veterinárias da UNESP/ Jaboticabal.
2. Professor Responsável pelo Setor de Animais Silvestres do Departamento
de Zootecnia da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias
da UNESP/Jaboticabal.
Como
o estudo da dieta e de particularidades fisiológicas do sistema digestório
dos cervídeos neotropicais é ainda pouco conhecida e cheia
de controvérsias, este estudo visou avaliar as diferenças
na velocidade de transito gastro-intestinal de quatro espécies de
cervídeos neotropicais ( Mazama americana, Mazama gouazoubira, Mazama
nana e Blastocerus dichotomus), mantidos em cativeiro. Para isso, foram
utilizadas quatro plantas (Neonotonia wightii, Morus albans, Medicago sativa
e Leucaena leucocephala), das quais foram observadas duas variáveis:
tempo médio de início de eliminação (I.E.) e
tempo médio de permanência (T.P.). Os resultados obtidos para
I.E. indicaram semelhança entre as espécies de cervídeos,
somente havendo diferença significativa entre M. gouazoubira e M.
americana. Em relação às plantas, o I. E. foi mais
rápido para N. wightii e L. leucocephala, e mais lento para M. sativa.
Quanto ao T.P., B. dichotomus apresentou tempo superior às outras
espécies, e M. gouazoubira uma menor permanência. Em relação
às plantas, N. wightii apresentou o maior tempo de permanência
no trato digestório de todas as espécies de cervídeos
estudadas. Associado a isso, foi observado em N. wightii uma maior quantidade
de fibra vegetal que nas outras plantas. Da mesma maneira, M. sativa apresentou
um baixo T.P. no trato digestório dos cervídeos, e uma menor
quantidade de fibra bruta. Os dados obtidos mostraram que, dentro de cada
espécie, o comportamento da curva foi semelhante quando consumiram
N.
wightii ou M. sativa. Foi observado que B. dichotomus e M. gouazoubira apresentaram
a menor e a maior velocidade de transito gastro-intestinal, respectivamente,
sugerindo que essas espécies possam caracterizar diferentes habilidades
na digestão de dietas fibrosas e, conseqüentemente, dois extremos
na adaptação morfofisiológica dentre as espécies
de cervídeos estudadas.