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DIAGNÓSTICOS DAS AFECÇÕES DE ANIMAIS SILVESTRES E EXÓTICOS ATENDIDOS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI DE AGOSTO DE 2003 À DEZEMBRO DE 2004

GARCIA, W.S. 1 , JESUS, A.L.P. 1 , FURUYA, H.R. 1 , RAPOSO, J.P. 1 ; BORGES, A.B. 1 & SILVA, J.C.R. ² , ³

¹ Acadêmico do Curso de Medicina Veterinária, Universidade Anhembi Morumbi (UAM), Rua Dr. Almeida Lima, 1134, Mooca, São Paulo, SP. Cep. 03164-000. E-mail: wernnerdom@yahoo.com.br
² Professor da Disciplina de Clínica e Reprodução de Animais Silvestres, UAM.
³ Diretor Presidente do Instituto Brasileiro para Medicina da Conservação – Tríade. E-mail: jeancarlos@anhembi.br

O espaço físico das residências dos munícipes das grandes metrópoles brasileiras muitas vezes é limitado para a manutenção de animais de companhia, e como alternativa, está existindo o crescimento da criação de animais silvestres e exóticos como “ pets” . Nas últimas décadas na cidade de São Paulo houve um número expressivo no atendimento destes animais nas clínicas veterinárias e estes estabelecimentos, podem servir de importantes fontes de informação para estudos epidemiológicos. O objetivo deste trabalho foi analisar a porcentagem de diagnósticos clínicos em animais silvestres e exóticos atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Anhembi Morumbi (Hovet-UAM) no período de agosto de 2003 a dezembro de 2004. O atendimento destes animais foi realizado uma vez por semana durante quatro horas. Para colheita das informações e levantamento dos atendimentos foi utilizado o banco de dados eletrônico de casos clínicos do Hovet-UAM, obtendo-se as variáveis: nome do animal, espécie, idade, sexo, nome do proprietário (a), data de entrada e data de saída. Após a realização dos exames clínicos e complementares foi realizado o diagnóstico das afecções. Até o final de dezembro de 2004 foram atendidos 77 animais (entre 32 mamíferos, 24 aves e 21 répteis) e foram realizados cerca de 200 retornos até a alta clínica. Os três principais diagnósticos mais encontrados foram: Mamíferos [neoplasias 12,5% (4/32); doença da adrenal - ferret 6,25% (2/32) e fratura em tíbia 6,25% (2/32)]; Aves [síndrome de arrancamento de penas 20,8% (5/24); traumatismos 16,6% (4/24) e pneumonia 8,3% (2/24)]; Répteis [pneumonia 14,3% (3/21); traumatismos 14,3% (3/21) prolapso de pênis 4,76% (1/21). Com os resultados obtidos sugere-se que a maioria dos proprietários não tem o conhecimento adequado para manejar adequadamente seus animais. Desta forma, após cada consulta realizada, informações sobre manejo e o tráfico de animais silvestres foram ditas aos proprietários visando a Educação Ambiental e a conservação da vida silvestre, além da melhora do estado geral do animal.