.

Anais 2001

Anais 2002

Anais 2003

Anais 2004

Anais 2005

Anais 2006

Anais 2007


Anuncie Aqui

Anuncie Aqui

Anuncie Aqui

RECINTO DE LONTRAS PARA VISITAÇÃO PÚBLICA E PESQUISA. UMA PROPOSTA.

1O. Carvalho-Junior; 1Nancy Banevicius; 1Evandro Mafra; 2Valeria Andreatta Carvalho 1UNIVALI/CTTMar, Laboratório de Planejamento e Manejo de Unidades de Conservação 2Arquiteta e urbanista UNERJ/Centro Universitário de Jaraguá

Introdução:

A Lontra longicaudis é um carnívoro de hábito aquático, pertencente à família Mustelidae, sendo considerada espécie ameaçada de extinção pela CITES (Convention on International Trade in Endangered Species). As lontras são encontradas em águas interiores (rios e lagos), como também estuários, manguezais e enseadas marinhas. Sua dieta alimentar é constituída principalmente de peixes e crustáceos (Carvalho Junior, 1990). O presente trabalho é uma proposta para criação de um recinto de lontras em cativeiro. A proposta tem como principal intenção o uso combinado da pesquisa em vida livre aliada ao estudo em cativeiro. Esta representa uma proposta preliminar baseada em anos de estudo, pelo Projeto Lontra - CTTMar/UNIVALI, no Estado de Santa Catarina. Cerca de 15 tocas em 5 locais diferentes tem sido analisadas em detalhe desde 1999. Lagoa do Peri, Praia dos Naufragados e Lagoinha do Leste, na Ilha de Santa Catarina, além da Ilha de Porto Belo em Porto Belo e Morro dos Macacos em Camboriú, delimitam a área de estudo.
Objetivos:

· Adequar os recintos de Lontra longicaudis seguindo as características das tocas encontradas em ambiente de vida livre.

Materiais & Métodos:

Desde o ano de 1999, quinze (15) tocas foram descritas em detalhe, considerando o conforto interno e a análise do habitat ao redor. Foram considerados: a cobertura vegetal e sua importância no controle da temperatura, distância da água, tipo de formação geológica, temperatura da toca, do ar e da água.

Resultados:

Os resultados são combinados aqui, de forma a demonstrar que um ambiente artificial de lontra pode ser feito o mais próximo possível do ambiente original. As tocas foram encontradas próximas à água, possuíam várias entradas, por terra e subaquáticas, e várias câmaras interligadas. A vegetação do entorno estava intimamente ligadaà estrutura geológica. A organização espacial da proposta de um recinto de lontras é mostrada e discutida, baseada em parâmetros ecológicos, conforme figura abaixo.


Figura 1. Planta do recinto apropriado para Lontra longicaudis.

Conclusão:

Quanto mais confortável for um ambiente, melhores serão os resultados, especialmente aqueles relacionados com comportamento. Na maioria das tocas foi observada uma grande interação entre a estrutura geológica e a vegetação. Isto resulta em um ambiente protegido contra as intempéries, ajudando a regular a temperatura e luminosidade interna. Desta forma, a vegetação funcionaria como tampão da temperatura, mantendo esta praticamente constante no interior da toca, atuando como isolante térmico, mesmo no período mais frio (inverno). Portanto, a presença de vegetação, para a manutenção da temperatura interna, sua proximidade à água e a presença de entradas subaquáticas, são fatores importantes para a utilização de um habitat pela lontra.

Referência:

CARVALHO JUNIOR, O. (1990). Aspectos da autoecologia de Lutra longicaudis (Olfers, 1818) no ecossistema da Lagoa do Peri, SC, Brasil. Florianópolis, 89 p. Tese de Dissertação em Hidroecologia - Departamento de Biologia, Universidade Federal de Santa Catarina.