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ATUAL
STATUS DAS ESPÉCIES DE RAPINANTES AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO
ATUANTES NO PARQUE ESTADUAL DE ITAÚNAS - SEAMA.
Autores
Marc Alexandre Doria de Souza Petroff1 e-mail: petroff@usp.br
John Manuel de Souza2
Instituição
1. Laboratório de Psicofisiologia Sensorial USP/IP
1. Associação Brasileira de Falcoeiros e Preservação
de Aves de Rapina
2. Laboratório de Psicofisiologia Sensorial USP/IP
Durante o mês de julho do corrente ano, foi realizada a terceira etapa do projeto de monitoramento das espécies de rapinantes ameaçadas de extinção atuantes no Parque Estadual de Itaúnas (PEI), com objetivo de monitorar as áreas de ocorrência das sete espécies de rapinantes ameaçadas de extinção, registradas tanto pelo projeto de levantamento da avifauna rapinante bem como pelo relatório de consultoria ambiental . Foram realizadas visitas às seguintes áreas do PEI, em diferentes horários do dia e da noite: trechos de mata ao longo da estrada entre Conceição da Barra e Itaúnas; Complexo Rio Itaúnas/ Alagado; trechos de mata no caminho de Riacho Doce e Costa Dourada. Das sete espécies de rapinantes ameaçadas de extinção atuantes no PEI, obtivemos registros de cinco espécies: águia pescadora ( Pandion haliaetus), gavião pombo ( Leucopternis lacernulata), corujão orelhudo ( Bubo virginianus), ripina ( Harpagus bidentatus) e caburé miudinho ( Glaucidium minutissimum). A maioria dos registros obtidos destas espécies foram graças aos relatos dos guardasparque e estagiários, antes do início da terceira etapa de monitoramento. Durante uma das saídas de barco até à foz artificial do rio Itaúnas, pudemos constatar a visita de duas Águias Pescadoras atuando próximo a foz simultaneamente, onde pudemos constatar que tratavam-se de um adulto e um imaturo. Numa das saídas noturnas ao alagado, localizamos um corujão orelhudo atravessando o rio Itaúnas em direção a Mata do Cabral. Os registros de gavião pombo e ripina foram feitos pelos guardas-parque. Contudo pudemos constatar a presença de um caburé miudinho na mata da entrada da cidade de Itaúnas, confirmada pelo guarda-parque Edinaldo Lage do Santos, que registrou vocalizações de um representante desde maio deste ano. Confirmamos que as espécies de rapinantes relacionados acima são freqüentes nas áreas de mata e áreas alagadas do Parque Estadual de Itaúnas. Após nove registros de águia pescadora em diferentes épocas do ano, desde o início do projeto de levantamento da avifauna rapinante do parque em 1999, acreditamos que o parque seja área de descanso e alimentação de vários representantes da espécie, com tempo mínimo de permanência entre três e sete dias. Acreditávamos que representantes de caburé miudinho não atuavam mais no PEI, mas mesmo com novos registros, a espécie ainda necessita de confirmação de seu status no parque. Não foi possível obter nenhum registro de representantes de uiraçu falso e gavião pato, por pelo menos dois anos.