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ESTUDO DE CASO: TRANSFERÊNCIA DE CEBUS APELLA (PRIMATES: CEBIDAE) PARA UM NOVO RECINTO, NO ZOOLÓGICO MUNICIPAL DE SÃO VICENTE, SP
Garcia,
Roberta1 2
Lacerda, Michelle Mamer1 2
1Estagiárias de Ciências Biológicas
2Zoológico de São Vicente
O Horto Municipal de São Vicente foi fundado em 1954, sendo transformado em Parque Ecológico em 1991, abrangendo uma área de 850.000m2 de Mata Atlântica. Há 10 anos, aproximadamente iniciou-se uma coleção de animais, provenientes de doações particulares e apreensões da Polícia Ambiental. Com o crescente aumento do plantel de animais, além do cumprimento às exigências do IBAMA, em 2002 foi construído o Zoológico Municipal de São Vicente. Todos os animais foram transferidos para novas instalações, exceto Cebus apella.Com o objetivo de possibilitar melhores condições ambientais para os mesmos, além de proporcionar segurança no manejo de acordo com a legislação vigente, no dia 29 de abril de 2003 os indivíduos foram transferidos para um novo recinto no zoológico. O grupo consistia de 6 machos (3 adultos, 2 jovens e 1 filhote) e 6 fêmeas (5 adultas e 1 jovem). Para a transferência todos foram anestesiados com cloridrato de tiletamina + cloridrato de zolazepam - Zoletil50®, na dose de 4,4mg/kg, colocados dentro dos alimentos, entregues individualmente para todos os animais pelo tratador. Os animais anestesiados, foram pesados, medidos, examinados e alguns medicados. Isolaram-se dois adultos (1fêmea e 1 macho) para realização de tratamento dentário. Após estes procedimentos, todos foram colocados no novo recinto ainda sob efeito do anestésico, sendo monitorados durante toda a noite, até o dia seguinte. O novo espaço foi construído de acordo com as necessidades da espécie, onde recebeu pneus, galhos, troncos e cordas. Medindo 89.69m2 por 7m de altura, área bem superior à exigida pelo IBAMA (Portaria Normativa 004/02), apresenta corredor de segurança e 4 cambiamentos, medindo de 1,50m2 por 1,20m de altura com afastamento de 2metros. Pôde observar-se que a construção e transferência para o novo recinto possibilitaram a melhoria nas condições físicas, psicológicas e de socialização do grupo, além de auxiliar no manejo mais adequado em cativeiro. Sendo observada diminuição satisfatória do número de brigas até o momento, o que eram freqüentes no antigo recinto.