.

Anais 2001

Anais 2002

Anais 2003

Anais 2004

Anais 2005

Anais 2006

Anais 2007


Anuncie Aqui

Anuncie Aqui

Anuncie Aqui

NOTA SOBRE OS PRIMEIROS TREZE MESES DE MANUTENÇÃO EM CATIVEIRO DECalyptommatus spp. E Nothobachia ablephara (SAURIA, GYMNOPHTHALMIDAE) COM OBSERVAÇÕES SOBRE AS TAXAS DE SOBREVIVÊNCIA.

Autores
Claudemir Duran Filho*
Ricardo Yukio Cano*
Flavio de Barros Molina

Instituição
Fundação Parque Zoológico de São Paulo - *estagiários
e-mail: repteis@zoologico.com.br

Calyptommatus nicterus, C. sinebrachiatus, C. leiolepis e Nothobachia ablephara são espéciesendêmicas das dunas interiores do rio São Francisco (Bahia). Possuem hábitos noturnos e fossoriais, embora N. ablephara também apresente atividade diurna e terrestre. O seu comportamento ainda é pouco conhecido, bem como o manejo necessário para sua manutenção em cativeiro. Em 15 e 29 de maio de 2000, foram enviados para a Fundação Parque Zoológico de São Paulo 185 Calyptommatus sinebrachiatus (Santo Inácio/BA), 130 C. nicterus (Santo Inácio/BA), 85 C. leiolepis (Alagoado/BA), 125 C. leiolepis (Ibiraba/BA) e 20 Nothobachia ablephara (Alagoado/BA), com o objetivo básico de se desenvolver um manejo adequado para a manutenção em cativeiro. Os lagartos foram agrupados em terrários de vidro, de acordo com a espécie e o local de origem. Como substrato utilizou-se areia, com 10cm de profundidade. Inicialmente, permaneceram em sala cuja temperatura oscilou entre aproximadamente 27 e 30oC e a umidade relativa do ar entre 42 e 50%. A partir de 27 de junho, foram mantidos em sala com ciclo claro-escuro invertido; das 8:00 as 17:00h apenas quatro lâmpadas azuis de 40W/220V eram mantidas ligadas. No ciclo escuro, a temperatura era mantida entre aproximadamente 28 e 31,5°C; a umidade relativa do ar, entre aproximadamente 50 e 65%. No ciclo claro, a temperatura era mantida entre 26 e 29°C; a umidade, entre 55 e 70%.
Como alimento, receberam inicialmente larvas de coleópteros, Tenebrio molitor e Alphitobius diaperinus, sendo as últimas as preferidas. Ninfas de grilo, Gryllus sp., e formas adultas de A. diaperinus não foram consumidas. A partir de 20 de julho, passou-se a oferecer cupins (Isoptera). Foram tão bem aceitos que após alguns dias as larvas de coleópteros passaram a ser rejeitadas. As presas eram oferecidas ad libitum uma vez por semana. Água, inicialmente, foi oferecida em
recipientes e na forma de chumaços de algodão bem úmidos, que mostraram-se, porém, inviáveis. A partir de 05 de agosto, a água passou a ser obtida principalmente através do alimento. Entretanto, de 21 de agosto de 2000 a 18 de abril de 2001 cerca de 100ml de água passou a ser borrifado nas paredes de cada terrário, uma vez por semana. Vários animais foram observados lambendo gotículas de água. Comportamento de acasalamento e presença de ovos foram observados em terrário de C. leiolepis. A taxa de sobrevivência para cada espécie, no período de 15/29 de maio de 2000 a 30 de junho de 2001, equivaleu a 45,4% para C. sinebrachiatus (Santo Inácio/BA); 53,8% para C. nicterus (Santo Inácio/BA); 21,1% para C. leiolepis (Alagoado/BA); 40,8% para C. eiolepis (Ibiraba/ BA) 10,0% para N. ablephara (Alagoado/BA).