|
|
O USO DE COMEDOUROS AQUÁTICOS PARA ANATÍDEOS.
Autores
Valter U. Cromberg1 - 2
Eliana Ferraz Santos1
Paulo Anselmo Nunes Felippe1 email: p.felippe@uol.com.br
Luis Alves Mourão1
Instituição
1. Equipe Técnica do Zoológico de Campinas Bosque dos
Jequitibás
2. ETCO Grupo de estudos e pesquisas em etologia e ecologia
No Zoológico
de Campinas, o fornecimento de rações fareladas secas para
os anatídeos através do uso de bandejas, sempre implicou em
perdas acentuadas e no agravamento dos problemas derivados do aumento da
população da pomba doméstica ( Columba livea). A competição
entre as espécies é intensa nesta situação,
em detrimento dos anatídeos, em menor número. O excesso de
ração a disposição da pomba favorece a sua proliferação
muito rápida ocasionando o
surgimento de problemas sanitários ao zôo. Por outro lado,
esta forma de administração desrespeita as características
de alimentação destas aves aquáticas acostumadas a
ingestão de alimentos umedecidos. A utilização de rações
umedecidas e ou misturadas a vegetais, apesar de facilitar a ingestão
pelos anatídeos, não impedia a ação das pombas
e desperdícios. Visando otimizar o consumo de ração,
respeitando o repertório de ingestão dos anatídeos,
foi construída uma jangada na qual se fixou comedouros onde a ração
é disponibilizada. Observouse a ingestão das aves no aparato,
de forma contínua, descrevendo-se este comportamento. Notouse que
o tempo dedicado à alimentação dos anatídeos
aumentou e que a economia com ração foi expressiva. O uso
do equipamento concorreu à melhora da limpeza no recinto e espera-se
que ajude a estabilizar a população de pombas que raríssimas
vezes e no máximo em duplas, utilizaram-se dos comedouros na água.