.

Anais 2001

Anais 2002

Anais 2003

Anais 2004

Anais 2005

Anais 2006

Anais 2007


Anuncie Aqui

Anuncie Aqui

Anuncie Aqui

PRIMEIRAS OBSERVAÇÕES SOBRE A MANUTENÇÃO E CRIAÇÃO EM LABORATÓRIO DO CARACOL TERRESTRE Megalobulimus sp. (MOLLUSCA, MEGALOBULIMIDAE) NO ZOOLÓGICO DE SÃO PAULO.

Autores
Flavio de Barros Molina
Luiz Antônio Beserra de Mello Lula
Claudemir Duran Filho*
Ricardo Yukio Cano*
Jéssica Sanchez de Freitas*

Instituição
Fundação Parque Zoológico de São Paulo -* estagiários
e-mail: repteis@zoologico.com.br

O gênero Megalobulimus pertence à família Megalobulimidae, descrita em 1973, e engloba diversas espécies de caracóis terrestres que vivem na Mata Atlântica. Ao menos em algumas localidades, parecem correr risco de extinção. Entre as características típicas das espécies dessa família está a presença de um par de apêndices bucais retrateis, com função táctil, facilmente observados em animais vivos. A falta de caracteres conquiológicos adequados representa um grande
problema na identificação das espécies da família Megalobulimidae. Pouco se sabe a respeito da manutenção e criação de Megalobulimus spp., gênero hermafrodita, em laboratório. Os dados apresentados a seguir correspondem às observações realizadas a partir de 1999, durante a manutenção de dois espécimens de Megalobulimus sp., procedentes do Espírito Santo, e encaminhados à Fundação Parque Zoológico de São Paulo em janeiro de 1997, e de outros 45 espécimens nascidos de ovos colocados pelo par inicial, dos quais 34 continuam vivos em julho de 2001. São mantidos em terrários de vidro com húmus de minhoca, periodicamente umedecido. O substrato apresenta profundidade mínima de aproximadamente 1cm e máxima de aproximadamente
6cm, propiciando aí local para que os ovos possam ser enterrados pelos aracóis. Dois recipientes plásticos são mantidos em cada terrário, um contendo água e outro contendo ração, oferecida adlibitum. Utiliza-se ração para roedor, moída e acrescida de carbonato de cálcio na proporção 85:15. Os terrários são mantidos em sala com ciclo claro escuro equivalente a 9/15 horas, temperatura do ar variando entre 17,5 e 30,0° C e umidade relativa do ar variando entre 36,0 e 99,0%. De setembro de 1999 até julho de 2001, ocorreram 30 oviposturas a partir do par inicial. Estas apresentaram entre 1 e 7 ovos (média = 2,87 ovos/postura; D.P. = 1,68). Os ovos foram encontrados tanto sobre o substrato, como enterrados no mesmo. Apresentam casca calcária, cor branca e forma alongada. Foram incubados enterrados ou semi-enterrados em húmus, periodicamente umedecido, e acondicionados em recipientes plásticos dentro do laboratório de manutenção dos caracóis. Obtevese taxa de eclosão de 69,1%. A partir de janeiro de 2000, adultos e filhotes passaram a ser pesados e medidos (comprimento da concha) mensal ou quinzenalmente.