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PROJETO DE CONTROLE DA POPULAÇÃO DE URUBU COMUM ( Coragyps atratus brasiliensis, BONAPARTE, 1850) NA ÁREA DA FUNDAÇÃO PARQUE ZOOLÓGICO DE SÃ PAULO.

Autores
Luiz Francisco Sanfilippo1
Oriel Nogali2

Instituição
1. Biólogo – Chefe do Setor de Aves da Fundação Parque Zoológico de São Paulo
2. Graduando de Biologia – Assistente de Biologia do Setor de Aves da Fundação Parque Zoológico de São Paulo

O crescimento descontrolado de urubus causa à Fundação Parque Zoológico de São Paulo prejuízos à vegetação natural, afetada com o acúmulo dos dejetos, e ao plantel que sofre com a disputa por alimentação, além de perder ovos e filhotes por predação. Com a impossibilidade da utilização de métodos que possam causar danos às aves do nosso plantel, adotou-se o método de translocação de alguns indivíduos que foram previamente identificados. Usou-se para tal identificação dois tipos de marcação: uma anilha fornecida pelo CEMAVE colocada no tarso e um brinco usado para identificação de cabras foi colocada na região do patágio da asa direita. Observou-se que estes brincos eram mais eficientes para a identificação à distância, além de não causarem nenhum prejuízo às aves. Já a questão de anilha de tarso, foi totalmente interrompida depois da constatação por recapturas de alguns indivíduos em diversas localidades, que as anilhas estavam totalmente cobertas de fezes da ave o que favoreceria o estrangulamento com perda da circulação sangüínea na pata utilizada para marcação com subsequente necrose desta. A armadilha usada foi do tipo “covo” colocada na região de maior concentração dos urubus
(ilha central do lago principal) e as caixas de transporte foram confeccionadas na Fundação Parque Zoológico de São Paulo, feita em madeira e coberta por tela alambrada de arame galvanizado. Os urubus foram levados anilhados via transporte rodoviário até a Fazenda do Zoológico de São Paulo em Araçoiaba da Serra (distante 94 km, em linha reta da área, de captura). Foram totalizados 1715 translocações, onde foram registrados somente 4 aves que retornaram à área da Fundação. Com esse manejo a quantidade de urubus durante o período de realização do projeto foi sensivelmente diminuída, contudo, após o seu término essa quantidade voltou a crescer demonstrando a necessidade de um contínuo controle populacional.