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UTILIZAÇÃO DE SUBSTRATOS EM RECINTOS.

Autores
Eliana Ferraz Santos1 – e-mail: liliferraz@bol.com.br ; ferrazlili@ig.com.br
Luis Alves Mourão1
Paulo Anselmo Nunes Felippe1
Valter U. Cromberg1 - 2

Instituição
1. Equipe Técnica do Zoológico do Bosque dos Jequitibás
2. ETCO – grupo de estudos e pesquisa em etologia e ecologia

A utilização de substratos não é novidade ou coisa recente; Os criadores de animais domésticos, a longa data, utilizam-se deste recurso como forma de eliminar ou contornar efeitos indesejáveis, entre eles os problemas de casco (laminites), articulações, calos, ferimentos e queda de pelagem, provocados pelos pisos de pedra ou cimento; ou ainda, atenuando os efeitos climáticos deletérios, como o excesso de umidade ou baixas temperaturas e indiretamente, ajudando a combater problemas sanitários associados a estes aspectos. Apesar de seu uso ter sido negligenciado nas últimas décadas, devido a alta automatização empregada na criação, o fortalecimento dos movimentos de bem-estar animal tem resgatado a prática de sua utilização. Infelizmente, para os animais silvestres em cativeiro, sua utilização ainda é restrita, sendo considerado em alguns locais um impedimento à correta higienização. A forte tendência do uso de enriquecimento ambiental pelos zoológicos tem, entretanto, concorrido para sua utilização também nestes locais. O uso de substratos é uma técnica consagrada de enriquecimento, ao permitir estimulações tácteis, escavação e outros comportamentos relevantes, suprimidos pela jaula nua. Visando melhorar o bem estar dos animais mantidos no zoológico de Campinas, comparamos o procedimento de limpeza tradicional, sem substrato e com lavagem diária, com um procedimento com uso de substratos (palha ou maravalha-serragem grossa). A utilização de substratos melhorou o microclima existente dentro de cada recinto, dando melhores condições de conforto aos animais neles alojados e aumentando o repertório comportamental destes animais em cativeiro.