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MANEJO ALIMENTAR DE FILHOTE DE Lutra longicaudis NO ZOOLÓGICO DO BOSQUE DOS JEQUITIBÁS DE CAMPINAS.
Autores
Santos, E. F. 1
Felippe, P. A. N.1
Cromberg, V. U1 - 2
Mourão, L. A.1
Instituição
1. Zoológico de Campinas – Bosque dos Jequitibás.
2. ETCO – Grupo de Estudos e pesquisa em Etologia e Ecologia.
Este trabalho visa divulgar a experiência na criação artificial de filhotes de Lutra longicaudis (lontra) baseando-se na casuística do Zoológico de Campinas – Bosque dos Jequitibás que recebeu dois filhotes órfãos desta espécie. O primeiro deles recebido em 04 de agosto de 1989 com idade estimada de 20 dias. Mostrava-se debilitado e foi colocado sobre aquecimento (ambiente) e em regime de dieta líquida (alimento comercial ENSURE 445 Kcal por 100 g), com teor de energia progressiva monitorada pelo aporte de massa (animal era tarado 2 vezes ao dia). O filhote apesar de estar apresentando ganho de massa corporal e atividade normal para espécie, após 7 dias de alimentação artificial, começou a apresentar diarréia e evoluiu para óbito no dia 15 de agosto do mesmo ano. O segundo filhote deu entrada no dia 14 de fevereiro de 2002 e foi colocado sob aquecimento e iniciada dieta líquida com controle de energia ingerida e de ganho de massa corporal; apesar de vários balanceamentos e vários alimentos (ovo, leite em pó, ração para cães moída, alimentos líquidos diversos, carnes batidas, etc) terem sido disponibilizados nesta dieta, o animal começou a apresentar uma diminuição na consistência das fezes por volta do décimo dia; optou-se então por uma mudança radical na dieta oferecendo-se ao infante alimento cárneo para filhotes caninos (encontrados no comércio), contendo 79% de umidade, 9% de proteína bruta, 7% de extrato etéreo, 1% de fibra, 2,8% de cálcio e 0,35% de fósforo; que foi suficiente para a normalização do quadro, crescimento e desenvolvimento do animal até o segundo mês de vida quando foi adaptado ao regime dietário normal do Zoológico. |
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